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domingo, 1 de maio de 2011

Caixa-preta de acidente da Air France é achada no mar


Gravações podem explicar causa do acidente
Não está claro se a caixa-preta está funcionando
Robôs ainda procuram pelo gravador de voz da cabine
PARIS (Reuters) - Uma das duas caixas-pretas do vôo 447 da Air France que caiu na costa brasileira em 2009 foi encontrada no mar após buscas em águas profundas, informaram os investigadores do caso no domingo, reavivando esperanças de que se possa finalmente explicar o que teria causado o acidente.
Os investigadores franceses disseram num comunicado que a caixa preta, com gravações de dados do vôo, tinha sido levada para o deck de um barco de buscas.
Fotos publicadas no site do órgão francês BEA (Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses), responsável pela investigação de acidentes aéreos no país, mostram um objeto cilíndrico parcialmente enterrado na areia antes de ser levado para a superfície.
Funcionários do órgão francês disseram que era muito cedo para dizer se a caixa-preta, que guarda dados dos instrumentos do avião mas não das vozes dos pilotos, poderia trazer informações sobre a causa do acidente.
"Uma coisa que está clara é que mesmo se a caixa não parecer danificada na foto, nós não podemos dizer se ela funciona até que a tenhamos aberto", disse uma porta-voz da BEA à Reuters. "Isso requer um equipamento muito preciso e a análise só pode começar num laboratório de Paris".
Ela disse que robôs já tinham mergulhado novamente para vascular o chão do oceano Atlântico para procurar a segunda caixa-preta, que contém voz e sons gravados desde o cockpit.
A descoberta vem após anos de missões de resgate atuando em uma área marinha de 10.000 metros quadrados para tentar encontrar as duas caixas-pretas, que os investigadores acreditam, pode pôr fim às disputas sobre a causa do acidente.
O Airbus 330-203 caiu no Atlântico na costa do Nordeste brasileiro a caminho de Paris desde o Rio de Janeiro em junho de 2009, matando todos os 228 passageiros e a equipe de vôo, depois que o avião foi atingido por uma tormenta.
"Este é um novo passo na investigação é muito significativo já que poderá fornecer informações adicionais sobre as causas do acidente, que permanecem em aberto até hoje", disse o executivo-chefe da Air France, Pierre -Henri Gourgeon.
Especulações sobre o que causou o acidente do vôo 447 se concentraram na possibilidade de congelamento dos sensores de velocidade da aeronave, que pareciam dar leituras inconsistentes antes de que a comunicação fosse interrompida. A caixa-preta, que grava as conversas de cabine, poderia dar pistas vitais sobre os momentos finais do vôo.
A descoberta recente de pedaços dos destroços do avião, assim como o chassis do registro de vôo, reavivou as esperanças de se encontrar as caixas-pretas para explicar o que aconteceu.
Dependendo das informações reveladas pela caixa-preta, advogados dizem que uma enxurrada de processos podem ser iniciados contra as companhias envolvidas.
Qualquer nova conclusão sobre a causa do acidente também servirá para o processo judicial no qual a Airbus e a Air France foram colocadas sob investigação formal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Hackers entraram em computadores da Nasdaq


Autoridades dos Estados Unidos estão investigando invasões na rede responsável pelas ações da Nasdaq, de acordo com uma reportagem do The Wall Street Journal.
A invasão não comprometeu a plataforma de negociações, responsável por executar os investimentos, mas acredita-se que outras áreas da rede foram acessadas, segundo a reportagem. “Até o momento parece que só estão olhando ao redor”, disse uma pessoa envolvida com a Nasdaq ao WSJ.
Há relatos sobre investigações iniciadas pelo Serviço Secreto e pelo Federal Bureau of Investigations (FBI) no ano passado. Entre os motivos para as investigações são destacados “segurança nacional”, “ganhos pessoais” e “roubo de informações sobre ações”.
Não há informações sobre o rastro dos invasores mas, pessoas ligadas à questão indicam evidências sobre a Rússia. Contudo, os hackers podem utilizar a Rússia somente como condutor para os ataques, encobrindo sua localização real.
Representantes da Nasdaq não comentaram o caso.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SMS da morte´ pode desligar qualquer celular


Usando apenas o envio de mensagens SMS, um grupo de pesquisadores conseguiu desligar aparelhos celulares e desconectá-los da rede.
Os aparelhos em questão não se tratavam apenas de smartphones, comprovando que qualquer celular estaria vulnerável a ataques.
Além das mensagens de texto, o protocolo do SMS pode ser utilizado para transmitir pequenos programas binários que são executados no aparelho. Essa técnica é utilizada pelas operadoras, que usam estes arquivos para modificar configurações de um aparelho remotamente.
A criação do”SMS da morte” foi apresentada pelos pesquisadores Collin Mulliner e Nico Golde, da Universidade Tecnológica de Berlim durante uma conferência.
Eles desenvolveram uma pequena rede de celular, utilizando software de código aberto para criar uma estação base para se comunicar com os celulares. Para evitar que suas mensagens maliciosas fossem transmitidas sem colocar outros aparelhos em risco, eles bloquearam os sinais de rádio de sua rede de comunicação.
Eles utilizaram o mesmo canal de comunicação usado pelas operadoras para disseminar o SMS malicioso e atacaram aparelhos Nokia, LG, Samsung, Motorola, Sony Ericsson e Micromax (popular fabricante indiano).
Os pesquisadores desenvolveram então um SMS malicioso para cada tipo de aparelho estudado. As mensagens afetaram os telefones sem que houvesse conhecimento por parte do usuário.
Embora este tipo de ataque necessite que o criminoso conheça o tipo de aparelho usado pela vítima, Mulliner afirma que os ataques poderiam facilmente atingir um grande número de usuários ao enviar cinco SMS (visando as cinco maiores fabricantes) para cada dispositivo de uma rede específica.
Mulliner também lembra que hoje já existem serviços de envio SMS pela internet, o que pode baratear o envio massivo de mensagens maliciosas para qualquer parte do mundo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EUA querem grampear Facebook e Skype


Agências governamentais dos Estados Unidos têm trabalhado em um projeto de lei que pode regulamentar grampos em conversas estabelecidas via redes sociais como o Facebook e em serviços como o Skype.
O objetivo é obrigar as plataformas a enviarem ao governo conversas de pessoas consideradas suspeitas pelos órgãos oficiais
De acordo com as autoridades federais, a capacidade de grampear suspeitos de crimes e terrorismo tem diminuído conforme eles migram para plataformas online.
Por outro lado, a ideia desperta protestos, principalmente, por colocar em risco a privacidade de usuários comuns.
Nos EUA, a Lei de Assistência das Comunicações às Aplicações da Justiça, de 1994, determina que, caso solicitadas, redes de telefone e de banda larga interceptem mensagens de seus usuários. Entretanto, a lei não inclui redes sociais como o Facebook e serviços como o Skype.
No final do ano passado, um diretor do FBI viajou até o Vale do Silício para negociar com os executivos da região a inclusão dos serviços dentro da lei. Por sua vez, os executivos alegam que a lei pode frear a inovação.